18 de outubro de 2007

Batem-me na face as asas daquele pássaro

Batem-me na face as asas daquele pássaro
que agora mesmo levantou voo
por detrás daquela onda.

Batem-me na face azul do mar
e salpicam-me os olhos de maresia,
de marés salgadas invisíveis.

As asas mornas e macias daquele pássaro,
encostam-se a mim como um almofada
cheia de espuma de ondas antigas.

Levantou voo o pássaro saído das águas grandes,
e como um anjo de asas enormes
tocou-me a alma, encheu-a de vida.




Ana Isabel

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