16 de Maio de 2009

Mãe

Minha mãe querida
minha luz que me guia,
minha flor do jardim
minha caixa de magia.

Venha uma tempestade,
venha um tufão,
eu sei que estás sempre
no meu coração.

Os teus olhos
azuis como o mar,
são quem faz da minha tristeza
umas asas para voar.

És a melhor mãe do mundo,
única e presente.
e é isso que te faz
a mãe mais reluzente.


Inês Matos
(filhota)

5 de Março de 2009

Sopro de estrelas | 5



Looking back
Manuel Librodo

voz do abraço

canta, que o canto
é forma de abraçar
com a voz


Paulo
do blog Coisas do Chão

26 de Fevereiro de 2009

Butterfly Collection



Julie Meridian

As borboletas, borboleteiam



As borboletas, borboleteiam,
como bailarinas pequenas e leves,

e trazem histórias nas asas,
que cantam na brisa sibilante,

e fazem ondas no ar,
onde navega ofegante o meu respirar.



Ana Isabel
fotografia "Elegy" de Robert and Shana ParkeHarrison

1 de Fevereiro de 2009

2 anos...

Fazemos hoje 2 anos...




As Borboletas

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!



poema de Vinícius de Moraes
pintura de Salvador Dali

13 de Janeiro de 2009

O Rei do Mar



Muitas velas. Muitos remos.
Âncora é outro falar...
Tempo que navegaremos
não se pode calcular.

Vimos as Plêiades. Vemos
agora a Estrela Polar.
Muitas velas. Muitos remos.
Curta vida. Longo mar.

Por água brava ou serena
deixamos nosso cantar,
vendo a voz como é pequena
sobre o comprimento do ar.
Se alguém ouvir, temos pena:
só cantamos para o mar...

Nem tormenta, nem tormento
nos poderia parar.
(Muitas velas. Muitos remos.
Âncora é outro falar...)
Andamos entre água e vento
procurando o Rei do Mar.



Poema de Cecília Meireles
Ilustração de Johanna Wright

10 de Janeiro de 2009

Andei onde deu o vento. Onde foi meu pensamento.




Johanna Wright

17 de Dezembro de 2008

Cotovia

- Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?
- Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento.
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe . . .
Voltei, te trouxe a alegria.
- Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.
- Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia . . .

- E esqueceste Pernambuco,
Distraída?

- Voei ao Recife, no Cais
Pousei na Rua da Aurora.

- Aurora da minha vida
Que os anos não trazem mais!

- Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, aonde alcança
Só a asa da cotovia,
- Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.




Manuel Bandeira


Para o Carlos do Almofariz...Bem-vindo!

Time out


Julie Blackmon

Powerade



Julie Blackmon