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A mostrar mensagens com a etiqueta Ana Isabel

Quero dar-te um abraço...um beijo...uma flor...

Quero dar-te um abraço apertado e assim ficar por algum tempo quase colados, quase confusos, que pele é minha, e que pele é tua? Quero dar-te um beijo prolongado e um abraço apertado e ficar assim contigo, encostados, boca nos olhos e olhos na boca, onde estás tu, e onde estou eu? Quero dar-te uma flor meu amado e um beijo prolongado e um abraço apertado e ficar assim contigo, enamorados, com promessas nas mãos, e a mão no coração, serei tua, e serás meu! Ana Isabel ilustração "Boy and Girl" de Greg Becker

As borboletas, borboleteiam

As borboletas, borboleteiam, como bailarinas pequenas e leves, e trazem histórias nas asas, que cantam na brisa sibilante, e fazem ondas no ar, onde navega ofegante o meu respirar. Ana Isabel fotografia "Elegy" de Robert and Shana ParkeHarrison

Amarelo razoável...tipo Sol

A menina disse à mãe: - Mamã! Preciso de plasticina..de 3 cores. Azul claro, amarelo razoável...tipo Sol, e um encarnado...assim...bonito! No dia seguinte a mãe comprou uma caixinha de plasticina para a sua menina. Na caixinha havia várias cores, o azul claro, um encarnado...que a mãe achou bonito mas...nenhum amarelo razoável...tipo Sol!!! ...de uma conversa com a minha filha Sofia.

Desejos soltos nas mãos

Desejos soltos nas mãos, entre os dedos, guardados, como pequenos duendes cheios de cores, felizes saltam nos meus cabelos e adormecem atrás das minhas orelhas, segredando-me em sonhos os dias do meu futuro. Desejos pequenos e belos, inúmeros, como estrelas doces que saboreio no céu da minha boca. Ana Isabel

Batem-me na face as asas daquele pássaro

Batem-me na face as asas daquele pássaro que agora mesmo levantou voo por detrás daquela onda. Batem-me na face azul do mar e salpicam-me os olhos de maresia, de marés salgadas invisíveis. As asas mornas e macias daquele pássaro, encostam-se a mim como um almofada cheia de espuma de ondas antigas. Levantou voo o pássaro saído das águas grandes, e como um anjo de asas enormes tocou-me a alma, encheu-a de vida. Ana Isabel

Barco de papel

Quando as tuas palavras chamaram por mim, fiz da tua carta um barco de papel, e naveguei devagar entre as margens sem fim, até à curva onde o meu rio encontrou o teu mar. Ana Isabel (reviravolta ao poema de Mário Quintana) pintura "Paperboat" de Han Wu Shen

Awaiting the return

Espero o teu regresso na luz da tarde Olhando o caminho quase adormecido, E o vento levanta as folhas perdidas Cantando perto do meu ouvido. Espero quieta e ansiosa Pelo riso do teu olhar, E pela dança das tuas mãos Que me fazem sossegar. Ao longe como uma árvore Vejo-te crescer do chão, E o tremor alegre dos teus passos Embala já o meu coração. Ana Isabel pintura de Han Wu Shen

Pela noite doce e perfumada

Pela noite doce e perfumada chega encantada a Primavera, e segue mansinho pelo caminho das lanternas iluminadas. Sopra no ar as cores do mundo, aromas de terras distantes, e segue mansinho pelo caminho das lanternas iluminadas. Escuta no rio adormecido a voz materna do luar, e segue mansinho pelo caminho das lanternas iluminadas. Em cada mão deixa uma semente que se entrega ao coração, e segue mansinho pelo caminho das lanternas iluminadas. Ana Isabel pinturas de Zhu Yiyong

Deixa a luz acesa

Deixa a luz acesa Para na volta me alumiar, Venho de longe no final do dia E depressa quero chegar Para te poder abraçar. Deixa a luz acesa Para o caminho me encontrar, Desço pelo rio Com a noite a cair E já te vejo a sorrir. Deixa a luz acesa Para seres o meu luar, Nestas águas cintilantes Navega o meu coração Até à beira da tua mão. Deixa a luz acesa Para o mundo sossegar, E ficaremos de mãos dadas Com as estrelas a brilhar Até de novo o sol raiar. Ana Isabel ilustração "Leave the light on" de Richard Johnson