Vem-me de longe um eco que é de mar e é de brisa. Vem de um veleiro sueco a navegar em seco enquanto, na camisa, eu desenho a passarola que me há-de transportar, numa padiola, até à Costa Malabar, onde só há veleiros com velas de sonhar. poema de Luís Infante ilustração "Sailboat" de Melanie J. Hodge
Passa uma borboleta por diante de mim e pela primeira vez no Universo eu reparo que as borboletas não têm cor nem movimento, assim como as flores não têm perfume nem cor. A cor é que tem cor nas asas da borboleta, no movimento da borboleta o movimento é que se move, o perfume é que tem perfume no perfume da flor. A borboleta é apenas borboleta e a flor é apenas flor. Alberto Caeiro