"(...) Todas as tardes, Nam e eu subimos o caminho que nos conduz a casa. Ela conta-me o seu dia. E canta. E salta ao pé-coxinho. O seu riso ziguezagueia na noite que cai suavemente. É assim a nossa vida. Todos os dias. Mudam apenas a cor dos arrozais e o perfume das caixas de chá.(...)" escrito por Clotilde Bernos com ilustrações de Nathalie Novi
Passa uma borboleta por diante de mim e pela primeira vez no Universo eu reparo que as borboletas não têm cor nem movimento, assim como as flores não têm perfume nem cor. A cor é que tem cor nas asas da borboleta, no movimento da borboleta o movimento é que se move, o perfume é que tem perfume no perfume da flor. A borboleta é apenas borboleta e a flor é apenas flor. Alberto Caeiro